Quarta-feira, Janeiro 14, 2009




FIOS SOLTOS


Acabei de olhar para o meu estendal da roupa, um exercício absolutamente transcendental para se fazer numa noite de Inverno, e percebi que estão ordeiramente expostos 42 babetes. A explicação para os meus 42 babetes no meu estendal reside na minha preguiça, a mesma que explica a minha opção por uma máquina de roupa de 8 kg e a minha nova obcessão por adquirir uma Bimby. Desta forma ponho roupa a lavar menos vezes, tenho muitos babetes para os miúdos sujarem e pouparei tempo e trabalho a cozinhar, coisa que não gosto e que considero uma perda de tempo.



Também deve ser por isso que o meu prato preferido é salada de salmão fumado com queijo fresco, preferencialmente salada previamente lavada e cortada, e ainda medalhões de novilho mal passados-mal passadíssimos- com salada (copypaste), eventualmente cogumelos e algumas (poucas) batatas fritas e ovo estrelado. Mil vivas ainda ao alho picado ultra congelado e cebola também.
De notar que eu raramente cozinho e frequentemente me engano...deve-me ter cheirado a milhas que o meu Amor de Coração Doce era um excelente cozinheiro. Pressentimento de primeiro beijo.

Entretanto passo ali pelo pequeno. Tantas e tantas vezes olho para ele e penso que ainda há pouco estava na minha barriga, está já tão grande e eu jamais imaginaria o quão lindo ele seria e quão extraordinário é amar incondicionalmente mais do que uma vez. Dorme serenamente, o meu bebé genioso. O bebé comanda as nossas vidas, nós deixamo-nos comandar.

Estou mortinha de frio. Eu cá não quero saber se foram ontem os alertas laranjas ou amarelos nem do gelo nas estradas. Hoje estou mesmo enregelada.

O quarto do R. está quentinho, deito-me só um bocadinho e dou-te beijinhos na mão. Gosto tanto de te dar beijinhos na mão. Obrigada, meu amor, por perdoares sempre as minhas birras.

A maternidade foi a melhor coisa que me aconteceu na vida. E a caminhada continua.



Quinta-feira, Outubro 30, 2008


A mudança e o cansaço emudecem-me.

Continuamos por aqui e por ali, a trilhar novos caminhos e a cimentar outras estradas.

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

1ª vez

Diria que hoje, pela primeira vez, o bebé precisa mesmo de um banho. Há papa no nariz, papa nas orelhas, entre os dedos das mãos e no pescoço também. O bebé cheira muito a papa.
Cheira a Rodrigo pequenininho.

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

SOPA


Foi-me apresentada como o repasto dos deuses. Não é má de todo, tendo em conta a dificuldade que tenho em mantê-la dentro da boca imediatamente antes de engolir.
Ainda assim, estou com a sensação que me estão a esconder alguma coisa, que não me parece nada que as coisas que o meu irmão come tenham esta cor.




Quinta-feira, Setembro 11, 2008


FÉRIAS


Eu fui à praia, temos uma tenda e tudo e o bebé fica lá dentro.
Fui ao Jardim Zoológico pequenito, gostei das galinhas e do jogo de matraquilhos que estava junto aos leões. A foca deu-me um beijinho. Não havia dinossauros.
Eu andei de carrossel muitas vezes, comi incontáveis gelados, vi muiiiiita televisão e fui à Biblioteca.
Tenho uns óculos escuros e um relógio.


Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Nem a distância nem o silêncio são esquecimento

Parabéns, tão querida Amiga, mil VIVAS à pequena Carlota.



UPDATE
O Pequenino aprendeu já a virar-se e nos últimos dias desenvolveu a técnica na perfeição. É surprendente o quanto já cresceu e o quão bonito está. Quando olho para o R. percebo como o tempo é escorregadio, breves que são estes momentos de bebés, tão doces, eles próprios maravilhados com as descobertas do dia a dia. É uma grande injustiça da natureza, usualmente tão sábia, que deixemos de conseguir lembrar os cheiros, os primeiros sons, a tranquilidade do sono. Dorme de lado, como o irmão.

Estamos pela primeira vez verdadeiramente a quatro. O R. não tem creche e nem sempre os dias têm sido fáceis. A par com as primeiras gracinhas do bebé, vieram também as primeiras grandes crises de ciúmes do mais velho, muitas birras e muitos pedidos de mimo e de colo. Voltou a querer o carrinho de passeio, não passa sem a chupeta e a fralda de pano. Voltou a gaguejar mas desenvolveu imenso a linguagem, imita todas as nossas expressões, para o bem e para o mal.
Fala imenso com o G., pede-lhe para não chorar e repete vezes sem conta, por vezes de forma inusitada, em jeito de lenga-lenga: "O bebé tem de crescer para brincar comigo, o bébé não tem dentes, eu não gosto de leite!" . Deve ter a sua sequência lógica.



Todas as noites me sinto esgotada, mas vou tendo direito a um "xiiiii gigante, mamã!" (xi-coração). É o bálsamo do meu descanso.

Sexta-feira, Junho 27, 2008



COMO AS CRIANÇAS NOS SURPREENDEM

O R. foi levar uma vacina. Cá por casa estávamos agitados, coitadinho do menino que vai sofrer tanto bláblábláblá. Só faltou comprar um livro de "Como vacinar o seu filho sem traumas" (se calhar até existe!).

Lá o preparámos para ir levar uma "pica", fizemos a sinaléctica correspondente no braço dele e o rapaz estava em êxtase*, santa ignorância.

Chegados ao local, a enfermeira pede ao pai para o agarrar bem etc etc, as boas práticas do costume, pega na seringa, dá-lhe a vacina, ele não tuge nem muge.
A senhora dá-lhe um balão e diz:" portas-te muito bem!". Indignadíssimo, o meu filho pergunta: "e a pica??".

* a este êxtase não foi alheia a promessa de uma pista de carros, que por sinal já destruiu...